You are currently browsing the category archive for the ‘Diario de Bordo’ category.
••☆ A bota ☆••
Em Recife eu já comecei a sentir o principio do encomodo, mas pensei que suportaria, só que quando chegamos em Paris, eu já estava a ponto de tirar a bota e terminar a viagem descalça, mas enfim, não seria uma boa ideia chegar ao Cairo descalça, então carreguei minha cruz, digo, minha bota, até o fim do calvário, mas faltou muito pouco para que eu chegasse ao Cairo andando como um primata.
A bota?! Está guardada lá no fundo do baú…
Aí lá vai eu, e pra seguir a tradição, procurei comprar uma bota bem interessante, digamos assim, e aparentemente realmente era. O problema é que eu não lembrei de que poderia não ser uma ideia tão confortável passar horas e horas com o pé socado lá dentro, e pra completar, devido ao bico fino, os dedos ficavam brigando por espaco, além disso, ela era cano longo e o diametro da minha perna era maior do que o diametro da bota e pra fechar com chave de ouro, o salto era grande e fino, e não tinha apoio na parte da frente da bota, logo, todo o peso do corpo era sentido na parte dorsal do pé. Resumindo: poucos minutos de caminhada e eu cheguei a conclusão de que aquele tinha sido o dinheiro mais disperdiçado de toda a minha vida.
Não sei porque raios que a maioria dos brasileiros tem mania de viajar todo arrumado!
••☆ Recife, 01 de fevereiro de 2007 [12h07min] ☆••
E lá estávamos nós no vôo JJ3509 indo para Guarulhos. Ah não poderia deixar de mencionar o encontro emocionante meu e de Shirley né, até então só nos conhecíamos virtualmente, pena que nem tiramos uma foto desse momento, estávamos tão empolgadas com toda a atmosfera que nos cercava que nem lembramos de registrar nada.
As 15h12min chegamos a Guarulhos (SP) e tivemos que ficar até as 19h55min esperando o vôo JJ8098 que nos levaria até Paris.
E aqui estou passando tempo lá no aeroporto de Recife, detalhe: olha a bota… 
••☆ Último dia de turista na terra dos Faraós ☆••
Era uma segunda-feira e logo cedo já estávamos no ônibus a caminho de mais de seis horas de deserto a fora. Pra ser sincera à vocês eu deixei o Egito com impressões nada agradáveis, a forma nada amigável dos egípcios na fronteira, o “Rambo egípcio” que com tanta arma me fez pensar que um atentado terrorista poderia acontecer a qualquer momento, os predios sem pinturas e cheios de roupas penduradas nas varandas, o caos do trânsito, os vendedores que insistiam para que comprassemos seus produtos, as crianças em Sakkara que não paravam de pedir dinheiro, a sujeira no Cairo… Tudo bem que ficamos em um hotel muito organizado, almoçamos em restaurantes agradáveis, jantamos em um navio luxuoso, mas no percurso de um luxo a outro o contraste me assustava, e foi com esse contraste em mente que eu deixei o Egitão e me mandei de volta para Israel, para uma cidade muito legal chamada Tiberíades… mal sabia que sete anos depois eu estaria de volta ao Egitão, sendo que dessa vez não mais como turista, mas como moradora…
Aguardem o Diario de Bordo parte 2, o retorno… 
••☆ Khan el Khalili, 20 de fevereiro de 2000 ☆••
Do Museu do Cairo visitamos uma igreja copta e uma sinagoga e terminanos o dia no Khan el Khalili, o famoso mercado egípcio, e lá eu sentí na pele o que Halline comentou aqui: o assedio desmedido que muitas mulheres estrangeiras passam lá no Egito, e olhe que eu estava vestida com uma saia arrastando ao chão e uma blusa de manga, o problema estava no decote, que nem era esses escandalos todos e para o meu desespero, lá no meio do mercado aparece um doido que que cismou de querer casar comigo e saiu me perseguindo por onde eu passava, dizendo que queria “me comprar”, um dos membros lá do nosso grupo se passou por meu pai pra ver se o cara desgrudava, mas foi pior, o cara queria pelo fim da força fazer a negociação, sem contar as varias mulheres nativas que olhavam pra mim e a minha amiga e faziam gestos como se nós fôssemos a ameba da bosta do cachorro sarnento, apontavam para a gente e fazia aquela cara de nojo e quando eu perguntei ao guia porque elas agiam daquela forma ele disse apenas que eu não me importasse com aquilo, que o problema era que alí a maioria das pessoas eram religiosas demais e as mulheres adoravam julgar quem não se comportavam como elas… Pra finalizar a historia, tive que colocar um casaco e “me cobrir” porque a essa altura eu já estava me sentindo ‘pessimamente mal’ frente a tanto preconceito.
E aqui está a roupa polêmica. Eu estava sem esse casaco, mas a manga era relativamente comprida e o decote, como vocês podem ver, não tinha nada de escandaloso, a minha amiga então, coitada, estava vestida até demais da conta…
••☆ Cairo, 20 de fevereiro de 2000 ☆••
Este foi o penúltimo dia de Egitão, e começamos com uma visita ao Museu do Cairo, e vou contar a vocês, pior coisa é fazer viagens dessa natureza em grupo, você simplesmente não pode ir para onde quer, porque tem que todo mundo estar junto pra não se perder, é um saco! A toda hora o guia ficava nos alertando para que todos ficassem juntos. O Museu do Cairo é enorme e um dia inteiro ainda é muito pouco pra ver todos os detalhes alí, agora imagina isso em grupo?! Não conseguí ver nem 10% das exposições. E isso sem contar que eu estava jurando que a visita às mumias estava no pacote e só lá descobrí que isso era um programa extra e custava U$ 25,00 (vinte e cinco dólares), e lá são bem espertos né, cadê que eles cobram no valor da moeda local! Cobram é em dolar que é quase seis vezes mais! Espertinhos não!
Eu estava com uma enorme expectativa nessa visita ao museu do Cairo, mas confesso que sai de lá sem aproveitar nada, naquele dia estava cheio demais e essa coisa de ter que todo mundo ficar junto e pra onde um ir todos tinham que ir, me tirou do serio…
••☆ Cairo, 19 de fevereiro de 2000 (tarde) ☆••
. Gente! Mas como assim?! Então a pirâmide era dentro da cidade e não lá perdida no deserto como eu imaginava?! Quando eu olho, lá estava aquela imensidão na minha frente e vou contar a vocês, só mesmo estando lá para poder sentir a essencia do que é estar em frente aqueles monumentos, não há adjetivo capaz de descrever esse momento com perfeição.Como dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras, então…
.
••☆ Fotos ☆••
Atravessando o Canal de Suez. Olha a cara de medo depois de ter passado pela primeira impressão nada agradável do povo egípcio…
Olha aqui o nosso guia, Samuel, a esquerda e a direita o motorista, que nem lembro mais o nome. Camarada de coragem, guiar um ônibus desse no caos do trânsito do Cairo não é tarefa fácil…
••☆ Cairo, as primeiras impressões ☆••
Havíamos saído de Tel Aviv de manhã, agora já era noite e depois de toda maratona, tudo que queríamos era um banho e cama, mas ainda assim tivemos ânimo para observar o Cairo pela janela do bus. Eu fiquei extremamente assustada quando o guia disse que as pirâmides ficavam alí perto, até então eu jurava que elas ficavam perdidas em meio a um deserto sem fim. Fiquei assustada com o trânsito, nunca tinha visto tanto caos em uma única avenida, carros e pessoas disputavam o mesmo espaço e eu ficava me perguntando como que ainda assim tudo parecia funcionar… Fiquei chocada ao ver as mulheres vestidas de niqab, claro que naquela época eu não fazia a mínima ideia do nome da tal vestimenta e não entendia porque que elas se comportavam daquele jeito, achei estranho aqueles edificios pequenos, mal pintados, roupas penduradas nas fachadas dos flats, varios carros velhos em pleno funcionamento pelas ruas… mas além do sono, já era noite, escuro, e o sono não me deixava observar mais detalhes ao redor.
Ficamos no Hotel Oásis. O local era lindo, repleto de área verde por todos os lados, mas o lider do nosso grupo estragou nosso primeiro dia em terras egípcias, dizendo que tivéssemos o maior cuidado no Egito, porque as pessoas não eram de confiança, nos alertou a não sair dos limites do hotel, para que não corressemos o risco de sermos roubados e que tivessemos o maior cuidado com nosso passaporte… Juro que fiquei com tanto medo que quase pedí pra voltar pra casa…
Apesar do medo, o cansaço me venceu e dormí igual uma pedra naquele dia, mas já pedindo a Deus que o amanhecesse logo. Porque?! Estava previsto no programa que no dia seguinte conheceríamos as pirâmides de Gisé. Era tudo que eu queria na minha vida….
O meu Diario de Bordo já esta… digamos que com algumas páginas bem amareladas e outras já começando a perder aquele ar de novidade, mas a essencia da emoção de ter tido a oportunidade de conhecer de perto a Terra dos Faraós continua exatamente a mesma daqueles dias em que lá coloquei meus pés. Acompanhando todos os relatos do pessoal que teve essa mesma oportunidade, eu me sentí imensamente motivada a também compartilhar com vocês, de uma forma mais detalhada, a minha experiencia lá no Egitão. O meu Diario de Bordo será dividido em duas fases: a primeira do ponto de vista turístico, que foi meu primeiro contato com o país, quando em fevereiro de 2000 viajei a passeio com um grupo de turismo, e a segunda, do ponto de vista “nativo”, em 2007 quando passei uma temporada morando no Egito e pude ter uma visão do ponto de vista de quem tem contato direto com a cultura local.
Acomode-se confortavelmente em sua cadeira, beba algo de sua preferencia e tenha uma boa viagem!
Conhecer o Egito foi meu sonho desde minha adolescência que se concretizou no dia 01/01/2010.Passei a virada do ano literalmente ” NO AR” viajando de Madrid para o Cairo.
Muita expectativa………..
Fiquei em Gisa
Nossa!!!!!!!!!!!!!
Quanta poeira!
No 3o dia tive que tomar meus remedios contra alergia pois nem falava nem respirava direito. Vocês não acreditam, a poeira é desértica mesmo!Ai depois de 10 dias de antialérgico entrei no antibiótico foi só o que me salvou pois misturou poeira com poluição e tempo frio. Mas nada disso tirou m inha alegria. Estav a no Egito. E já no 2o dia fui visitar as pirâmides
Cada pedacinho cada local que eu passava eu curtia tudo.
Mesmo o trãnsito caótico de mais de 10 km de rua sem um semáforo.
Gente!
É uma disputa cerrada por espaço entre pedestres e carros!Eu fechava os olhos e pegava na mão do Fakoura para atravessar as avenidas.
Só ouvia ele dizer: ” Don`t worry”.E ele ria muito pois eu perguntava:” When should I worry? When a car hit us?”
Dirigir em Cairo e Gisa não é pra qualquer um não
Como disse minha amiga Nane………..Eu nãodirijo aqui porque eu vou bater o carro e ficar muito chateada…Né Nane?
Saudades de você também amiga,obrigada pelo carinho!!!!!!!!!!!!!!!!!
Obrigada Chris por sua acolhida. a casa dela é linda gente! Um pedacinho do Brasil no Egito.
Adorei O museu do Cairo, O castelo de Mohamed Ali, A Biblioteca de Alexandria, As mesquitas com suas marinetes acesas a noite mas nada se comparou à visita às pirâmides e ao passeio de camêlo e sinto ate falta de ouvir a Athan.
E a comida?Mc Donald`s, Pizza Huts etc mas nem quis saber.
Meu negócio era kibak,Kurshary, Falafel,Hommos etc .Com isso engordei 2 quilos ai meu Deus!
Ai que saudades!E como não engordar se uma das formas do Egípcio te agradar é te encher de comida?
Problemas de superpopulação,transportes e limpeza existem e muitos.Mas tudo isso ficou em 2o plano frente aos bons momentos que passei la.
Não posso deixar de citar o habibi.Comigo o tempo todo.Sem comentários!!!







