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Erguido por Mohamed Ali em 1827, foi residencia da familia real do Egito até 1874, quando o quediva Ismail se mudou para o recem construido Abdeen Palace. O prédio serviu de hospital militar na ocupação britanica da Segunda Guerra Mundial, e se tornou museu militar quando o controle da Cidadela voltou ao Egito em 1946. Estão expostos uniformes, armamentos e dioramas de batalhas. Parte da decoração palaciana é impressionante, a exemplo do magnifico trompe l’oeil do salão principal.
Construido na antiga Torre do Leão do período mameluco – assim chamada por causa das estátuas desses grandes felinos na base do prédio – esse pequeno museu ilustra a história policial do Egito através dos tempos. Entre as peças espostas estão uniformes e armamentos, uma pequena mostra sobre assassinatos politicos e relatos de temidos criminosos egipcios, como Raya e Sakina. Faz parte do museu uma pequena fileira de celas, em uso até 1983. Entre seus últimos ocupantes estiveram os assassinos do presidente Sadat, presos lá enquanto aguardavam julgamento, em 1981. O terraço do museu oferece excelentes vistas da cidade.
Quando Mohamed Ali assumiu o poder, a maior ameaça da sua autoridade vinha dos mamelucos, antigos senhores do Egito e uma força a ser enfrentada. Além do infame massacre de 500 mamelucos na Cidadela em 1811, Mohammed Ali ordenou que todas as edificações mamelucas na Cidadela fossem destruidas. Esta mesquita foi a única a sobreviver porque se transformara em estábulo.
Situada logo atras da Mesquita de Mohamed Ali, esta estrutura simples é tudo que restou de um amplo programa de construções posto em prática pelo sultão an Nasr Mohammed, que tem madrassa e mausoleu localizados em Bein al Qasreen. Erguida entre 1318 e 1335 como mesquita independente, onde todos se reuniam para orar, o prédio dispoe de dois minaretes diferentes, em forma de saca rolhas, que no topo tem bulbos revestidos de azulejos vidrificados, mais no estilo persa do que egípcio.
A silhueta oriental do Cairo é marcada pela Mesquita de Mohammed Ali, uma obra relativamente recente, cuja construção ocorreu em meados do século XIX. Ela foi erguida por encomenda do governante reformista Mohammed Ali, considerado o fundador do Egito moderno. Em 1805, quando ele assumiu o poder, o Egito era uma província atrasada do Império Otomano. Contudo, no momento de sua morte, em 1849, o pais já era de novo uma superpotencia regional.
A mesquita imponente de Mohammed Ali representou um gesto grandioso, com o propósito de repetir as grandes mesquitas imperiais da capital otomana. Dispõe de um projeto turco clássico, com uma grande cúpula central e dois minaretes altos e afilados. O relógio ornamentado do palácio, perto da entrada, foi presente do Rei Felipe da França em retribuição ao obelisco da Place de La Concorde, em Paris. /o relógio sofreu danos no transporte e teve de ser concertado. O corpo de Mohammed Ali jaz num túmulo de mármore a direita da entrada do amplo salão de orações.
Sede do governo por quase 700 anos, agora a Cidadela (Al-Qalaa) é um dos pontos turísticos mais concorridos do Cairo. Fundada em 1176 pelo famoso líder muçulmano Saladino (Salah ad-Din), possui mesquitas, museus e muros com defesas, que refletem um legado variado. Dividida em três partes, a principal área turística da Cidadela situa-se no Southern Enclosure, onde atualmente, a mesquita de Na-Nasr Mohammed (única edificação mameluca que restou da Cidadela) parece pequena ao lado da mesquita de Mohammed Ali, do século XIX. Dos terraços superiores da Cidadela se tem lindas vistas da cidade.
Embora a Mesquita de Mohamed Ali seja a sua maior atração, a Cidadela conta com muitos outros pontos de interesse. Este complexo fortificado funciona como museu de arquitetura islâmica, com diversos exemplos excelentes de mesquitas e fortificações mamelucas e otomanas, desde os tempos de Saladino. Com quatro museus separados, também abrigados pelas muralhas, uma visita à Cidadela pode ocupar quase um dia inteiro. O visitante deve saber que algumas partes do complexo tem entrada proibida, principalmente o Lower Enclosure, que leva a porta Bab al-Azab.
…”KHAN” quer dizer “lugar” e “EL KHALILI” é o nome de quem dava repouso às caravanas de comércio que alí chegavam. Do comércio entre o povo egípcio e as caravanas comerciais nasceu há mais de mil anos KHAN EL KHALILI, que hoje é um bairro comercial, um imenso bazar na cidade do Cairo…
Quem nunca ouviu falar nesse lugar tão… faltam até palavras… , mas tão eclético, cheio de ruas estreitas onde turistas, vendedores, nativos, carros, motos, todos lutando por um pedaço de chão …
O que dizer das inúmeras lojas onde você encontra de tudo um pouco, desde ervas pra fazer chá aos mais belos quadros que te deixam “babando” e pensando com teus botôes: “Ficaria perfeito na sala lá de casa”…
E o que podemos dizer dos vendedores sempre simpáticos, com o sorriso no canto das orelhas, fazendo qualquer negócio pra que você leve esse ou aquele objeto…
Acho que é um dos lugares mais bagunçados e mais divertidos no Cairo, é onde as nações fazem a festa, você passa aqui e escuta alguém falando Inglês, passa alí e já aparece outro falando japonês, lá na frente um fala espanol, daqui a pouco cruza com outro que fala uma coisa que você não faz a mínima idéia de que “planeta” veio…
Indo ao Egito, não deixem de visitar o Khan el khalili, vale a pena! E quer um conselho?! Va com o bolso bem cheio, garanto que você terá onde torrar cada centavo!
>> Arredores do Khan el Khalili <<
Para conhecer o Cairo Islâmico é preciso começar pelo bazar medieval Khan el Khalili, centro comercial do bairro. A área original do Khan ficava entre a Al-Muizz Lidin Allah e a Midan Hussein. Agora engloba uma área maior, formada de diversos mercados que vendem de souvenirs a especiarias. Há um comércio dos dois lados das ruas por todo o caminho até as portas da velha cidade, 1,5 km para o norte e para o sul, mas as vielas do bazar tem mais lojas encantadoras na area original do Khan.
>> A historia do Khan <<
Construido em 1382 por Garkas al-Khalili, domador de cavalos do sultão Barquq, o Khan el Khalili é um dos maiores bazares do Oriente Medio, igual aos bazares das lendas, onde objetos de ouro, prata, latão e cobre cintilam sedutoramente como se estivessem numa caverna, enquanto o aroma penetrante das especiarias exóticas enche o ar. O labirinto das vielas cobertas com pano está apinhado de lojas que vendem produtos variados.
O bazar cresceu ao redor de Khans, que seviam de armazem e alojamento para as caravanas de comerciantes em trânsito. A maior parte foi absorvida por construções posteriores, mas ainda restam alguns. Numa travessia da Sharia Muski, uma escadaria leva ao andar superior do Wikala de Silahdar (1837), onde as velhas areas de hospedagem podem ser delineadas em volta do patio central. Duas portas de pedra estalhadas na area de Badestan, acrescentadas no reinado do sultão al-Ghouri (1501-16), constituem a parte mais antiga do Khan el Khalili que ainda resta.
Além do passeio e das pechinchas, outra grande atração do bazar é o Fishawi’s, localizado numa ruela a um quarteirão da Midan al-Hussein. Aberto 24 horas nos últimos 200 anos, este talvez seja o café mais antigo do Cairo, cheio de mesinhas com tampo de cobre e com paredes forradas de enormes espelhos. Os clientes fuma sheeshas e tomam chás dia e noite.
>> Midan Tahrir <<
Com o trânsito engarrafado e pouco atraente, a Midan Tahrir é o coração do cento do Cairo. Todos os caminhos levam a este ponto e, em poucos dias, a maioria dos visitantes se familiariza com seus pontos de referência brutalistas: o Nile Hilton Hotel, o Arab League Building e o Mogamma, que acolhe 18 mil burocratas. Os locais mais radiantes são o rosado Egyptian Museum e as fachadas de curvas elegantes entra a Sharia Qars el-Nil e a Sharia Talaat Harb – endereço de companhias aereas, agencias de viagem, lojas de souvenirs e cafés. Pois é pessoal, o Egito não é feito só de pirâmides e deserto não!
>> Midan Ramses <<
A Midan Ramses, que marca o extremo norte do centro do Cairo, é o portão para a cidade. Em outros tempos, quando o rio tinha um traçado diferente, neste local havia um porto que servia a cidade faraônica de Heliópolis. Quando Saladino, refortificou o Cairo, so século 12, construiu aqui a grande Bab al-Hadid, ou porta de ferro, que permaneceu de pé até 1847, quando foi demolida para dar lugar a a nova estação de trem. A Mahattat Ramses (Estação Ramses) ainda é o principal terminal ferroviário do Cairo, onde se pegam trens para destinos como Assuã, Alexandria e Lúxor. O Egyptian National Railway Museum, instalado na extremidade leste da estação, possui uma bela coleção de locomotivas, vagões ornamentados e diversas miniaturas e maquetes.
A estátua de nove metros de altura de Ramses II, descoberta em Menfis na década de 1950, ficava no centro da praça. No fim da década de 1990, as autoridades finalmente reconheceram os efeitos nocivos da poluição sobre a obra e ela voltou a Menfis, para ficar exposta num novo museu a céu aberto.
A Midan Ramses, que marca o extremo norte do centro do Cairo, é o portão para a cidade. Em outros tempos, quando o rio tinha um traçado diferente, neste local havia um porto que servia a cidade faraônica de Heliópolis. Quando Saladino, refortificou o Cairo, so século 12, construiu aqui a grande Bab al-Hadid, ou porta de ferro, que permaneceu de pé até 1847, quando foi demolida para dar lugar a a nova estação de trem. A Mahattat Ramses (Estação Ramses) ainda é o principal terminal ferroviário do Cairo, onde se pegam trens para destinos como Assuã, Alexandria e Lúxor. O Egyptian National Railway Museum, instalado na extremidade leste da estação, possui uma bela coleção de locomotivas, vagões ornamentados e diversas miniaturas e maquetes.
A estátua de nove metros de altura de Ramses II, descoberta em Menfis na década de 1950, ficava no centro da praça. No fim da década de 1990, as autoridades finalmente reconheceram os efeitos nocivos da poluição sobre a obra e ela voltou a Menfis, para ficar exposta num novo museu a céu aberto.
>> Abdeen Palace Museum <<
O Abdeen é um antigo palacio real, parte do qual agora está aberto a visitação como museu e dispõe de diversas coleções. Entre elas há exposições de armamentos, presentes presidenciais, aquisições reais e prataria. Desde o tempo de Saladino, no século XII, a sede do governo do Egito ficava na segurança da Cidadela, mas essa tradição foi quebrada 700 anos depois pelo quediva Ismail, que encomendou a construção de uma residencia em estilo europeu nos limites da nova cidade. Com o profeto do arquiteto frances Rousseau, o palácio de 500 cômodos foi iniciado em 1865 e concluido mais de dez anos depois. Com o passar do tempo, ele foi constantemente reformado e ampliado, com o acréscimo na década de 1930, de um salão bizantino para o trono.
Após a derrota do rei Farouk, em 1952, o Abdeen Palace ficou vago e depois passou a ser o local onde se receberam chefes de Estado em visita. No fimda década de 80, o presidente Mubarak mandou restaurar o palácio. A obra levou mais tempo que o previsto, pois o prédio foi atingido pelo terremoto de 1992. E o presidente só inaugurou o museu em 1998.
O Abdeen é um antigo palacio real, parte do qual agora está aberto a visitação como museu e dispõe de diversas coleções. Entre elas há exposições de armamentos, presentes presidenciais, aquisições reais e prataria. Desde o tempo de Saladino, no século XII, a sede do governo do Egito ficava na segurança da Cidadela, mas essa tradição foi quebrada 700 anos depois pelo quediva Ismail, que encomendou a construção de uma residencia em estilo europeu nos limites da nova cidade. Com o profeto do arquiteto frances Rousseau, o palácio de 500 cômodos foi iniciado em 1865 e concluido mais de dez anos depois. Com o passar do tempo, ele foi constantemente reformado e ampliado, com o acréscimo na década de 1930, de um salão bizantino para o trono.
Após a derrota do rei Farouk, em 1952, o Abdeen Palace ficou vago e depois passou a ser o local onde se receberam chefes de Estado em visita. No fim da década de 80, o presidente Mubarak mandou restaurar o palácio. A obra levou mais tempo que o previsto, pois o prédio foi atingido pelo terremoto de 1992. E o presidente só inaugurou o museu em 1998.
>> Garden City <<
Garden City é um dos bairros mais agradáveis e tranquilos do Cairo, foi criado pelos britânicos no início do século XX como subúrbio arborizado onde oficiais e administradores poderiam fingir que ainda viviam na Inglaterra rural, longe da ruas poeirentas e secas do Cairo. As ruas foram desenhadas para serpentear como as avenidas rurais, e em vez dos carvalhos e faias da Inglaterra, a sombra vinha de palmeiras, seringueiras e mangueiras.
Além dos britânicos, nestes subúrbios exclusivo viviam os médicos, advogados, banqueiros e politicos mais destacados do Egito. Atualmente Garden City sofre uma explosão imobiliária de edifícios de concreto, mas continua sendo um endereço cobiçado: as embaixadas britânica, americana e muitas outras estão localizadas lá. O bairro ainda oferece um refúgio agradável para o burburinho do Cairo, e uma caminhada pela área revela um belo e eclético conjunto arquitetônico, que inclui o prédio conhecido como Grey Pillars, quartel general do exército britânico no Egito durante a Segunda Guerra Mundial. Ele pode ser visto na Sharia As-Suraya.
>> Corniche El-Nil <<
Apesar de ser uma das avenidas mais movimentadas da cidade, a Corniche El-Nil é onde a tensão do Cairo começa a relaxar. Numa metrópole cronicamente pobre de espaços verdes, lá está o que há de mais parecido com um parque. Todas noites as calçadas largas da Corniche ficam cheias de famílias que caminham, estudantes que perambulam e namorados, todos aproveitando as agradáveis brisas e a sensação de espaço aberto que o rio Nilo fornece. Um jeito ainda melhor de aproveitar o rio é em um felucca: um barquinho com vela triangular usado no Nilo desde a antiguidade.
>> Zamalek <<
Zamalek é um bairro residencial de alto nível, que ocupa a metade norte de Gezira. A Sharia 26th July, principal via pública que atravessa a área no sentido diagonal, é o melhor local para encontrar prazeres de gosto europeu. O Simonds faz o único capuccino bom da cidade e a Maison Thomas prepara a melhor pizza do Egito. Jornais e revistas europeus são vendidos nas bancas locais.
A referencia mais marcante em Zamalek são as duas torres alaranjadas do Cairo Marriot. Este hotel moderno e luxuoso foi construido em volta do palácio criado para a imperatriz Eugénie, da França, quando ela compareceu a inauguração do canal de Suez em 1869
