A circuncisao ja era usada, pelos antigos egípcios da época dos faraós.
Uma cerimônia, inclusive, registrada no Antigo Testamento.
Na circuncisao masculina, o motivo é, sem dúvida, de se tornar mais higiênico esse importante apêndice masculino, fazendo com que o prepúcio se “descasque” com mais facilidade. Para a limpeza e para o ato sexual.

Há também a circuncisão aplicada às meninas.
Embora esteja caindo em desuso nos grandes centros, no interior do Egito ainda é muito comum.
Além disso a incidência desta prática é maior em famílias das áreas rurais. Existe também um aspecto geográfico: as comunidades localizadas mais ao sul do Egito (onde existe um maior contato com outros países africanos) tendem a apresentar uma incidência maior de jovens circuncisadas.

No Egito se adota na maioria dos casos a forma mais branda de circuncisão feminina e em alguns casos a forma intermediária. No Sudão é praticada a forma mais severa e que causa maiores danos à mulher: a infibulação.

Tanto garotas muçulmanas como cristãs são submetidas à circuncisão no Egito e no Sudão, especialmente nas áreas rurais destes países.

Vale, no entanto, ressaltar que o governo egípcio decidiu proibir a circuncisão depois que uma menina de 12 anos morreu, em 2007, durante uma operação em uma clínica particular em Minya.

Há vários anos, a primeira-dama do Egito, Susanne Mubarak, vem se manifestando contra a circuncisão feminina, dizendo que a operação é um exemplo da violência física e psicológica contínua contra crianças.

As autoridades religiosas do Egito também repudiaram a prática.

O grande xeque da mesquita Al-Azhar, no Cairo, Mohammed Sayed Tantawi, também disse que a prática é “anti-islâmica” e que o Alcorão não exige a mutilação genital feminina.

O líder da comunidade cristã egípcia, o papa Shenouda, também afirmou que a Bíblia não menciona a prática.